1 de novembro de 2018

Dudu, 7 anos

E você continua sendo minha maior inspiração.

Estava lendo agora uma postagem que fiz para você quando tinha apenas 5 anos e repito aqui as minhas palavras:

"Por mais que pareçam poucos os dias que estamos juntos (hoje são 5 dias e meio), você já se tornou o ser mais especial das nossas vidas.Mudou tudo para muito melhor, fazendo o papai e a mamãe se sentirem muito especiais.

Como somos sortudos por termos sido escolhidos por você! Você sabia que quando você dorme a mamãe e o papai e a mamãe sentem saudades de você e ficamos loucos para que você acorde para o pegarmos no colo e darmos mil beijinhos?"

Dudu, desde que você nasceu somos seus admiradores. Admiramos você enquanto mamava e dormia. Admiramos suas primeiras conquistas quando aprendeu a comer, engatinhar, andar, falar. E posso dizer que a cada dia admiramos mais e mais você, por ser um menino tão bom, gentil e generoso, muito carinhoso e amoroso, inteligente, curioso e companheiro.

Como escrevei quando você tinha 5 dias, acho que o tempo está correndo depressa demais. E eu desejo que você cresça bem devagarinho para curtirmos muito você, passando rápidos apenas os momentos em que estiver com dor ou chateado.

A mamãe e o papai te amam muito e estaremos sempre aqui para amar, proteger e aplaudir você todos os dias.




21 de julho de 2015

meu segundo filho (não) é de borracha

Aí que tá: acho que o Joaquim veio pra quebrar paradigmas.

Primeiro, acabou com aquela história de "Ahhh, o Dudu é bonzinho? Você vai ver como o segundo vem da pá virada". Béééé!!! Essa não colou aqui em casa e a verdade é que nem sei dizer quem é mais bonzinho: Dudu ou Joca?

Depois vem aquela de "Ahhh, o segundo é mais fácil. Você vai ver".

Tá bom. Tenho que concordar que a gente até tem mais facilidade de resolver algumas coisas e tomar decisões, mas que mentira absurda de que é mais fácil criar o segundo filho (pro mundo). Que nada!

Venho criando o Jojoca como meu filho caçula. Apesar da minha vontade declarada de ter mais filhos, a grana fica curta e os planos pararam por aqui até que eu consiga ganhar na sena. Então, está sendo, por vários lados, muito mais difícil. Quer ver?

Primeiro que não é mais fácil desmamar. Quero prolongar esse nosso tempo juntos, por isso voltei ao trabalho semana passada e o Joca mal mamou durante o dia porque não tinha o peitão da mamãe. Ainda não pegou o gosto pela mamadeira - porque com certeza também incentivei menos que o Dudu.

Aliás, foi o primeiro dia também que ele ficou tanto tempo longe de mim. Nessa altura do campeonato - aos seis meses - tenho quase certeza de que o Dudu não só já tinha passado uma noite sem nós aqui em casa, como tinha dormido nas vovós (coisa que ainda está fora de cogitação).

Ir pra escola nesse ano. Já?! O Dudu foi pra escola aos seis meses. Com o Joaquim, decidimos esperar até que ele faça um ano. Foi difícil deixar o Dudu e retornar ao trabalho quando ele tinha seis meses. Mas foi mais difícil ainda deixar o Dudu e o Joca depois de tantos meses juntinhos. E por aí vai...

Então me peguei pensando esses dias nessa tal comparação que o ser humano adora fazer: quem é mais bonzinho? quem deu mais trabalho? quem come mais? quem é mais bagunceiro?

Eles são diferentes - que bom! - e a personalidade ou o avanço de um antes do outro em algumas coisas jamais será usada por mim como força competitiva entre eles ou com o mundo. Quero que sejam diferentes e assim vou amá-los incondicionalmente todos os dias. Por todos os segundos da minha vida.

Mas a conclusão que cheguei com todas essas comparações irrelevantes é que não deveria existir comparação. Meu sentimento é de que um é tão importante e especial quanto o outro, não há como cogitar que tenham lugares distintos na minha vida. E se vier um terceiro, teremos mais um lugar nesse espaço VIP que foi criado dentro da minha alma assim que virei mãe.

E aí que eu percebi que o segundo filho é de borracha po*** nenhuma. Pelo menos o meu. Tanto o Dudu como o Joca são meus dois verdadeiros tesouros, aqueles por quem eu daria tudo, passaria por qualquer coisa. E vou cuidar, de cada um, como se fossem únicos. Porque, na verdade, são mesmo.

Amo vocês, meus filhos. Cada dia mais, do jeitinho que vocês são. <3

15 de julho de 2015

mamãe de finanças

"Ahhhh que preguiça". Já é assim que muita gente encara o assunto de administrar as finanças. Mas, posso propor um desafio pra você? Duvido você se organizar por um mês inteiro e depois deixar isso de lado. Não rola!

A gente tem preguiça de começar porque acha que vai ser difícil, trabalhoso. Mas vai por mim: um tempinho se esforçando e você vicia, simplesmente vira a "louca da planilha". É assim que eu e minha prima nos intitulamos. Eu apresentei a minha para ela há alguns anos e ela também se viciou.

Quero ir direto ao assunto mas antes quero apenas dar um conselho de mãe pra mãe. Claroooo que essa planilha serve para qualquer pessoa se organizar, mas como o blog é sobre a maternidade, falo direto com vocês. Não fiquem desesperadas com o que passou. Contratou empréstimo, financiamento, tá com uma despesa maior? Calma, dá sim pra dar um jeito e digo por mim e por muitos que já ajudei: é só se organizar e evitar com todas as forças pagar juros (cheque especial, parcelar fatura de cartão, etc). E não precisa ganhar muito. Como é falado no mercado financeiro: "não importa o quanto você ganha, mas como você gasta". E eu acredito muito nisso.

E sabe qual a melhor recompensa disso tudo? É fazer aquilo que você quer... viagens, comprar algo bacana, etc. É só se organizar!

Claro que seria legal eu explicar pessoalmente como usar a planilha - como fiz pra vários amigos -, mas como muitas pediram, eu organizei tudo aqui num post com bastante texto, mas são só 9 passos. Então, vamos lá! Preparadas? Depois de abrir a planilha que mandei para cada uma de vocês por e-mail (quem quiser que eu mande é só me pedir no vanbastos@gmail.com), é só seguir o passo a passo que coloco abaixo. Fiz de um jeito que para mim é didático, mas se alguém tiver dúvidas, pode fazer comentário aqui no post ou me mandar e-mail.

1 - COLORIDO É MAIS BONITO 
Você vai ver que a planilha parece um carnaval de cores e é de propósito para saber o que entra, o que sai, etc. Você pode pintar nas cores que quiser mas gosto de me organizar assim: um bloco para aquilo que entra de dinheiro (azul), um bloco para o que sai da conta-corrente mas vai para o bolso/ é aplicado (amarelo), um bloco para despesas fixas/ que dá para estimar o valor para o ano inteiro (laranja) e outro bloco de despesas que variam (roxo). Também gosto de pintar as letrinhas (já estão pintadas no meu arquivo, à medida que você preencher vai ver), principalmente a da linha TOTAL, diferenciando de bate-pronto quanto fechei o período positiva ou negativa. Ahhh e claro que você pode (e deve) mudar as linhas de acordo com a sua vida... tem gente que tem financiamento, tem gente que tem aluguel, tem gente que tem faculdade, etc.  
2 - QUINZENAL OU MENSAL 
Coloquei na planilha abas com opção de planilhas quinzenais e mensais (explico o que são as abas no fim do post, tá?). Eu me organizo melhor a cada 15 dias, até porque recebo assim também. Mas se você se organiza melhor no mês, já tem uma planilha pronta também. 
3 - FÓRMULAS PRA QUE TE QUERO 
Já deixei as planilhas com as fórmulas pra facilitar, mas jamais se desespere se apagar uma delas porque dá pra arrumar. Mas #ficaadica que é melhor não mexer nas linhas de "saldo inicial" que já estejam com o 0,00 e na "TOTAL". O resto, tá livre. Qual o lance das fórmulas? Que você só vai preencher seus recebimentos e despesas e ela vai calcular tudinho pra você!  =) 
4 - DEDINHOS EM AÇÃO 
Vamos preencher o primeiro campo e começar de verdade. Pra se organizar de verdade, o TOTAL de cada mês ou quinzena tem que ser exatamente (nem mais, nem menos) o saldo da sua conta-corrente. Então, vai lá. Acesse a sua conta e veja o saldo deste momento e coloque na planilha (se você for utilizar a mensal, vai colocar o valor na coluna I, linha 35 (como se fosse o mês de junho), e se você se organiza por quinzena, vai colocar o valor na coluna P, linha 36 (que é do período anterior ao qual estamos nesse post). 
Uma coisa importante: em casa eu tenho um Macintosh e toda a planilha está em inglês. Logo, eu separo os decimais (,00) com ponto na planilha. Faça um teste colocando o valor 23.67 com ponto. Se na linha TOTAL da coluna que você preencheu não alterar o número, é porque você precisa colocar vírgula mesmo (ex: 23,67)... só seguir assim na planilha toda. 
5 - PREENCHENDO A PARTE BOA 
A maior delícia é começar preenchendo a parte do que entra. Quando você preencher tudo vai chegar lá em dezembro e vai falar "não acredito que entra tudo isso na minha conta e eu não guardo nada". Claro que temos despesas (e MUITAS), mas é bom termos uma noção do montante que ganhamos no ano, até pra dar uma forcinha para guardarmos um dinheirinho. Então comece assim. 
6 - PULE A PARTE DE INVESTIMENTOS... mas vamos voltar já! 
7 - TENDO NOÇÃO DA REALIDADE 
Agora vamos preencher a parte de despesas fixas e sentir o quanto as contas estão realmente pesadas. Ou quanto dinheiro estamos perdendo sem saber aonde (normalmente isso é mais comum). Então preencha nas linhas de cada despesa fixa os valores que você gastará até o final do ano. Contas de luz, gás, etc, variam... mas você pode colocar uma estimativa. Faça isso para todo o ano, até fechar dezembro. 
8 - DANDO PASSOS DO TAMANHO DA PERNA 
Agora vamos preencher a parte de despesas variáveis e aqui que temos um belo segredo: não podemos gastar o que não temos. Certo? Certo! Então aqui você irá exercitar o que é prioridade e o que pode ficar sem, como um jogo... pões aqui e tira ali. O importante é recuperar o saldo positivo da conta o quanto antes, que você tem no TOTAL. Então, se você tem 200 reais no TOTAL, não é bacana nesse mês você comprar o sapato de 250 que vai deixar você 50 reais negativa. Então preencha essa parte com consciência de modo que o seu saldo não seja tão impactado. E atenção: faça isso só do que você já terá de gastos esse mês e o próximo no máximo. Os demais você preencherá apenas à medida que os meses se aproximem. 
Agora me conta... tem dinheiro em dezembro?? A maioria das pessoas já tem saldo positivo lá ou bem antes e já deixa eu te lembrar que ele não está "sobrando"...vou chegar lá. Se chegou em dezembro e o saldo tá negativo, calma, vai dar certo. Aí é legal você já fazer a projeção do próximo ano para organizar as finanças até ficar positiva e poder guardar dinheiro. 
9 - O GRANDE PRÊMIO 
Agora vamos voltar no bloco de investimentos. Eu sei, juro que sei que é tentador ter um dinheirinho na conta pra gastar com algo que queremos agora. Mas, vai por mim: organize-se pra guardar todos os meses e você conquistará algo muito maior e com certeza muito mais recompensador. Então vamos começar assim: veja o segundo mês da sua planilha que está com saldo positivo razoável pra você e coloque na linha de investimentos um valor que você irá guardar. Exemplo: você preencheu as despesas fixas de julho e agosto, e em julho mesmo ficou um saldo positivo de 150. Vamos já programar guardar R$ 100??  =D  
É assim que se começa. Você vai ver que ao preencher essas linhas o valor sai do TOTAL e minha sugestão é você colocar na aba "investimentos" esses valores, pra ter ideia do quanto está acumulando, inclusive por tipo de investimento ou para quem está guardando. Preenchendo um valor para todos os meses, você já conseguirá ver todos os saldos dos meses desse ano, tirando esses valores que você vai guardar. Minha sugestão: coloque nesse momento valores nas linhas de investimentos que irão comprometer o seu dinheiro - ou seja, na planilha já estarão reservados pra você guardar - e programe-se para guardá-los MESMO. Muitos analistas sugerem guardar 30% do valor que ganhamos.

Preenchido tudo isso - principalmente reservando dinheirinho pra guardar todos os meses - pronto! Agora realmente "sobrou" um valor nos meses que você pode usar pra você ou aumentar os seus investimentos.

E lembre-se de fazer com que cada período (quinzena ou mês) termine com o valor exato da sua conta corrente... assim, você sabe que pode confiar nela 100%.

Então, desafio lançado: você vai entrar pelo menos a cada 3 dias na sua conta por um mês e atualizar a sua planilha. Depois de 30 dias, quero ver você ficar sem. Só não garanto "aprove ou o seu dinheiro de volta" porque as dicas e a planilha são de graça.

Bom, fim. Espero que a planilha te ajude muito e que você possa conquistar muitas coisas na sua vida por meio dela, viu? Depois me conta como está sendo... se precisar de alguma ajuda, pode me mandar e-mail.

Beijos da Van, mamãe de dois e a louca da planilha.
De novo: se quiser o arquivo em Excell, pode me pedir no vanbastos@gmail.com.

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ABA
Num mesmo arquivo pode ter várias, eu uso uma para cada ano:



12 de junho de 2015

Para o meu Joaquim

Jojoca,

Estou praticamente no fim da minha licença maternidade - ela acaba hoje e por sorte terei mais uns dias de férias para curtir vocês - e apesar de ter uns 6 rascunhos salvos no blog (que eu tentarei terminar na sequência deste), eu praticamente não escrevi um post sobre você. Só sobre você.

Faz parte. Dizem que o segundo filho é assim mesmo, e é. Mas não que você não seja tão especial quanto o Dudu. Acontece que eu simplesmente decidi passar qualquer tempo que eu tenha com você e não escrevendo aqui.

Nossos primeiros meses foram intensos... muito amor e paixão por você, que sempre foi um menino tão bonzinho, e muito trabalho para lançar o Espichamos.com, um projeto da mamãe e da dinda Vivi que foi feito com muito carinho e, de verdade, teve você como principal inspiração.

Queria ter registrado aqui cada nova etapa e sorriso, mas fiz isso no meu coração. Sabe? O que mais gosto de tudo na vida e o que mais gosto em mim é ser mãe de você e do Dudu, dois seres tão especiais e, como eu repito todos os dias, tenho a sorte de poder cuidar e amar todos os dias. Que baita sorte a minha!

Vocês me inspiram a ser melhor a cada dia e também a desejar coisas melhores para o mundo. Vocês me fazem desejar ter mais tempo do que dinheiro, ter mais tarefas domésticas do que sonecas à tarde, me fazem pensar e fazer planos para vocês do que para mim. E eu nunca, jamais nesse mundo, trocaria qualquer prêmio ou conquista por ter gerado e colocado vocês dois no mundo. Vocês são hoje a minha alma.

Falando com você, Jojoca querido, quero agradecer por ter me escolhido para ser sua mamãe. Eu sabia que seria prazeroso cuidar de um novo bebê, mas isso está ultrapassando todos os limites. Você me enche de amor todas as manhãs quando nos acorda com a sua linda voz de anjo, tagarela igual a mim. Enche meu dia de felicidade quando te encontro sorridente no berço, olhando para os bichinhos da sua cama. A pureza e a inocência de vocês me surpreende e agradeço todos os dias por ter este grande privilégio que é ter você nos braços, acalmá-lo quando se chateia, ouvir do meu colo o seu raro chorinho sentido, sentir você me abraçar apertado no pescoço quando te pego, observar você esparramado no meu colo quando se vai no sono depois de mamar. Quero te dizer que cada um desses momentos sempre será para mim o que há de mais importante e de melhor na vida e que sou completa por poder sentir isso. Baita sorte a minha de novo, por poder ser sua mãe.

Hoje, meu aperto no coração é grande, pois não queria mesmo deixá-lo. Queria, como tantas outras mães, ter mais tempo para cuidar de você, dormir abraçadinho durante o dia, brincar, beijar seu pescoço e te fazer gargalhar, te dar banho, de dar de mamá, trocar, passear e acompanhar cada conquista sua. Me parte o coração quando penso nisso. Todos os dias.

E em vez de finalizar esse post de forma prática dizendo que faz parte, vou terminar te contando um segredo: eu abriria mão de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, pra ser mãe de vocês. Por dentro, não quero aceitar que vamos passar longas horas separados, que ficarei o dia todo pensando em você e sentindo saudades dos nossos momentos únicos da licença. Desde agora meu coração está apertadinho e minha alma guardada numa caixinha apertada, chega a doer não ter todas as escolhas.

E sabe? Eu já amei viver. Já é certa a razão de eu estar aqui. Não duvido, mas sei que será muito difícil ter coisas tão marcantes e incríveis como meus dois verdadeiros milagres, você e o Dudu. Vocês já fazem com que tudo que foi e que virá tenha valido a pena.

Então, obrigada meus filhotes. Cada um de vocês transformou e ainda transforma a vida da mamãe todos os dias, me dão a razão para tudo. Quero dizer que sou cheia de orgulho por vocês dois, por serem crianças incrivelmente lindas, boazinhas, carinhosas, que enchem cada pedaço do meu corpo de amor e de felicidade. Jamais haverá palavras para descrever tudo o que sinto.

Dudu e Jojoca, tenham algumas certezas na vida de vocês e não importa o que aconteça, lembrem-se sempre disso: "mamãe te ama", "você é a minha vidinha", "mamãe tem muita sorte de ter você" e "eu sempre, sempre mesmo, estarei aqui por você (mesmo que você não queira, rs)". Caso cresçam e deixem de lembrar, essas são palavras que falo todo santo dia pra cada um de vocês, juntos ou separados, quando estamos bem agarradinhos ao acordar, vendo tv, comendo, no banho ou indo deitar. São minhas palavras para vocês. Sempre serão, todos os dias.

Obrigada a vocês dois. Eu amo vocês mais do que tudo nessa vida.

31 de janeiro de 2015

E aí? Tá com muito ciúmes?

A pergunta vem antes mesmo do "oi, tudo bem?". E com é a primeira vez que meu filho tem um irmão, ou que sou mãe de mais de uma criança, jamais passou pela minha cabeça qual seria a frequência desse questionamento.

E é engraçado, porque tanto para mim quanto para o Thi, é evidente que não há problemas na relação de 265 + 43 dias dos dois irmãozinhos, o Dudu e o Joca. Desde o nascimento do Joaquim, o Dudu pede para pegá-lo no colo sempre que acorda e algumas vezes ao longo do dia, vive falando que "o Joaquim é lindo, tããão fofinho, tão bonitinho", beija e faz carinho aos montes e passa longos minutos fazendo uma das coisas que mais gosta: carinho na orelha - e a dele agora é a preferida, passando até as que estavam no topo da lista: da mamãe e do papai.

Aí eu penso em como tratamos tudo isso até agora e me lembro que, antes mesmo de engravidar, tanto eu quanto o papai perguntávamos a ele se queria um irmão. E a resposta era: não. Maaaaas, teimosa que sou e depois de ser filha única por 30 anos - quem sabe a historia, sabe -, engravidamos e o Dudu foi um dos primeiros a saber. Desde que o Joca era uma sementinha, Dudu se acostumava a ter mais alguém em casa e o Thi o incentivava a beijar a barriga todo dia de manhã e antes de dormir. E depois do "eu te amo, bebê" meu e do Thi, Dudu repetia a frase, mesmo sem saber muito o que ela significava com relação a este novo membro da nossa família.

Repetíamos o "ritual" sucessivamente. O Dudu acompanhava o crescimento da barriga e foi até a alguns ultrassons com a pouca paciência de uma criança de dois anos. E então descobrimos que teríamos outro menino e o Dudu ficou feliz ao pensar que poderá formar uma banda com o irmão um dia. Decidimos pelo nome, que o Dudu passou a repetir e repetir, e contar para todo mundo que ganharia um irmãozinho chamado Joaquim. O relato veio até na avaliação do terceiro bimestre da escola, num trecho parecido com Dudu vem se expressando muito bem, volta do final de semana contando tudo o que fez e com muita alegria diz a todos que terá um irmão, o "meu Joaquim". Até que chegamos ao oitavo mês de gestação e já não poderia pegá-lo tanto no colo - algo que fiz e com muito prazer a gravidez toda, mesmo com os olhos assustados de muitos. E mais uma vez o Dudu foi compreensivo e não pareceu chateado.

Veio o grande dia de montar o berço. E tratamos tudo como uma re-decoração. Dudu ajudou o papai a montar o bercinho com as suas ferramentas de brinquedo, aos poucos arranjamos espaço nos armários para as novas roupinhas e o Dudu apoiou tudo, levando as novas visitas para conhecerem o novo quarto.

Então chegou a licença maternidade no dia 15/12  e a mamãe pôde curtir os últimos minutos do seu filho único. De repente, todo o medo e dúvida de como seria não ter mais tempo exclusivo para o Dudu e o peso na consciência de dividir tempo e amor, passaram. E eu me aproximava de realizar o maior desejo que tinha para eles: terem um irmão!

Dia 19/12 chegou e, tão programada quanto a cesariana por conta da diabetes gestacional, a despedida do meu filho único. Explicamos a ele que iríamos para o hospital porque o Joca iria nascer e ele, como todas as 37 semanas e 6 dias, pareceu compreensivo com a situação e estava ansioso: passaria a noite na casa da Dinda pela primeira vez e depois nos visitaria no hospital.

Foi por volta das 14h do dia 20/12 que os dois se conheceram e não poderia ser mais perfeito. Dudu sentou ao meu lado na cama e pediu para segurar o Joaquim no colo. Tão logo se aproximou o bebê, ele já reconhecia suas orelhas, fazendo carinho, beijando e dizendo "Joaquim, eu te amo". Mamãe, toda orgulhosa, teve seus olhos transbordados e lágrimas e a certeza de que tinha o maior tesouro de todo o mundo. Estávamos completos.

"Ahhhhh... espera voltar pra casa!". Cabrum! Parecem bruxos. Pois bem... voltamos, cá estamos e nossos dias seguem assim, tranquilos e cheios de amor. Agora o lance é "espera até ele começar a ficar engraçadinho". É hilário... sempre teremos que esperar o próximo passo. Mas sei lá... de verdade, acho que fizemos e estamos fazendo um bom trabalho. Não mentimos ou enganamos o Dudu em nenhum momento. E sinto que ele confia na gente, o que faz com que se sinta seguro e amado, pois continua ouvindo, na mesma proporção de antes, os milhares de "eu te amo mais que tudo" e "você é a minha vida" que costumava ouvir. Vai ser difícil explicar, o dia que quiserem saber, como posso "amar mais que tudo"cada um deles. Mas é assim, ué. Sem explicação.

Sei que não é por mal e eu mesma acho que perguntava a pais de segunda viagem se o primeiro tem ciúmes... mas, é fato que não precisa ser assim. Aliás, penso que isso é muito mais coisa de nós adultos que sempre temos que julgar, saber e conhecer para sermos espertos, quando na verdade todos estamos tomados por mil emoções. Os pobres antes filhos únicos é que ouvem isso dos demais e começam a achar que estão com esse chamado ciúmes que até então nem conheciam... e todos fazem disso uma verdade... transformam qualquer birra, mau humor e sono em ciúmes da criança. Coitados! Isso quando não vem a louca e grita na frente dos dois, contrariando a minha resposta (não está com ciúmes) - que deveria ser inquestionável (afinal, eu sou a mãe): "não está ainda? vai ficar! você vai ver! (cabrum de novo) e cuidado que ele vai fazer maldade com o irmão". Caceta, sabe mais do meu filho do que eu e ainda tá dando ideia torta pro menino. Enfim, conto até dez.

Por aqui, não há ciúmes do irmão. E deixarei pra esse sentimento aparecer nos seus primeiros amores,  tanto para o Joca quando para o Dudu, que, aliás, também deverá aflorar na mamãe sempre babona.


26 de dezembro de 2014

Cesárea humanizada... um sonho vivido!

Ideia: esperar algum sinal para o parto, tentar o parto normal, na Pro Matre.
Realizado: data escolhida a dedo, parto cesárea, no São Luiz.

Engraçado como a vida sempre prepara essas surpresas. Na 36a semana de gestação, a recém citada Diabetes Gestacional começou a dar uns pepinos e ficar alterada. E foi na consulta com a obstetra do dia 15/12 (semana que eu conversava sempre para o Joaquim nascer - com ele mesmo), que ela falou que esses pontos alterados poderiam fazer com que antecipássemos um pouco o parto. Mas foi no dia seguinte, enquanto levava o meu atestado de licença maternidade no trabalho, que ela me ligou, disse que conversou com a endocrinologista e que realmente era melhor fazermos o parto agora, até a 38a semana! Uiiiiii... assim, pá, pum. Vamos decidir?

A proposta inicial era fazermos o parto no dia 20/12 (essa era uma terça, seria sábado), mas já que era pra escolher, falei que preferia dia 19 ou 21 (porque gosto de números ímpares). A obstetra então falou que infelizmente neste final de semana tanto a Pro Matre como a Santa Joana estavam lotadas e perguntou sobre o S. Luiz. Realmente eu não teria do que reclamar... são todas boas maternidades, então disse que sim.

No mesmo dia, já tinha recebido no e-mail o cancelamento da reserva na Pro Matre (que era pro dia 27) e a reserva do São Luiz... pro dia 19/12! Ou seja, naquela sexta-feira. Baita frio na barriga!

Foi a coisa mais esquisita do planeta esperar o parto marcado. Como relatei nesse blog no post a você, todo o meu amor!, Dudu estava marcado para nascer no dia 03/11 mas resolveu vir ao mundo no dia 01/11. Então, não houve dessa vez a bolsa vazando sem parar, a correria de madrugada para lembrar todas as coisas que tínhamos que pegar, a ligação apressada para os familiares para avisar que iria chegar.

Mal se podia dormir... tic, tac... Joaquim chegaria em breve e sabíamos disso! Naquele dia 19, como sempre, dormimos todos juntos (papai, mamãe, Dudu e Joaquim ainda na barriga). Acordamos cedo para resolver as pendências: comprar presentes dos amiguinhos do Dudu que fariam aniversário naquela semana (Dai, Lulu e Miguel), antes tomamos café na padaria, depois paramos pra almoçar rapidinho e bem cedo, pois meu jejum começava às 11h30 - o parto seria 19h30. Então fomos pra casa, colocamos as coisas no carro, tomamos banho, fiz uma escova de leve pra aparentar melhor depois da cirurgia, demos uma arrumada na casa e então fomos para o S. Luiz. Chegando lá, entregamos toda a papelada para a internação, mas acabou demorando bastante e primeiro chegou a cirurgia do que o quarto.



 


O parto mais legal do planeta  =)

Umas 18h30 chegaram o anestesista - nosso amigo, Fernando, o mesmo que fez o parto do Dudu - e logo depois a Dra. Tatiane, que já super bem mencionei no meu post anterior a esse. Conversamos um pouquinho sobre efeitos da anestesia, possíveis dificuldades do Joaquim respirar ao nascer (pela idade gestacional 37 semanas e 6 dias e também pela Diabetes), mas os dois sempre muito queridos, atenciosos e tranquilos. E então tá! Nos vemos na cirurgia.


Essa placa que me recepcionou já mostrava que tudo sairia melhor do que eu esperava e todos dessa equipe foram verdadeiros anjos que tornaram meu segundo parto mais do que especial. O Dr. Fernando já estava lá também e logo a Dra. Tatiane me apresentou para todos. Fizeram a anestesia, passaram a agradabilíssima sonda. E, antes do que eu previa, o Thiago já estava convidado a entrar. Primeira coisa que fez foi colocar a playlist que escolhemos para o parto no som da sala. Incrível... daquelas coisas que a gente acha que não vão exatamente dar certo. E dão. 

Foi já na segunda música, que quase não acreditei porque era a Sirens, do Pearl Jam, que o Joaquim nasceu, com seu chorinho de anjo, a coisa mais linda de se ouvir. Ao sair da barriga a primeira coisa que a Dra. Tatiane fez foi aproximá-lo de mim, eu pude ver quando começou a chorar, e deixar eu tocá-lo, quase antes de todos, exceto ela. Não tinha como conter as lágrimas, mais um milagre, meu segundo milagre, da vida! E como nasceu lindo, como o meu Dudu!!!


Fizeram os primeiros procedimentos no Joaquim, nos falaram o peso, mas logo ele estava no colo do Thi, sentado bem ao meu lado. No parto do Dudu, a experiência teria acabado aqui, indo apenas para a sala de recuperação e depois de umas 6h eu o veria novamente. Mas não foi o que aconteceu comigo e aqui comecei uma nova experiência na vida, que jamais soube que era possível.

O Joaquim não passou 5 minutos no colo do Thi, mas loooongos minutos que me permitiram reconhecê-lo, observá-lo, olhar e sentir cada detalhe do rostinho, pés, mãos... Quando ainda estava completamente absorvida por essa cena, me apaixonando, a Dra. Márcia disse: vamos fazer o banho do Joaquim? Eu mal podia acreditar. Em alguns minutos, lá estava o Joaquim, dentro de uma banheira, bem relaxadinho, e enquanto o papai dava o banho nele (não é um banho de verdade, mais uma aguinha quente para que ele tenha a sensação de voltar ao útero) a mamãe se apaixonava ainda mais, e podia participar, mesmo que de maneira limitada. E foi incrível! Vê-lo todo feliz na água, papai bobão com ele, e eu fazendo carinho nos seus bracinhos e perninhas. 

Enquanto rolava a nossa playlist, com músicas que agora farão parte dessa história pra sempre, mamãe nem percebia ou sentia qualquer coisa, só curtia o mais novo filhote, sem conseguir pensar em mais nada.

E então a Dra. Márcia disse: vamos colocá-lo para mamar? Sério... a não ser que você seja mãe, nunca entenderá o que isso tudo significa, o quanto representa para nós. E então, eu senti um imenso carinho em cada palavra que a Dra. Márcia falava, retomando aulas de amamentação que eu nunca havia estado presente, embora fosse meu segundo filho.




Não havia aquele pré-julgamento que eu já saberia de tudo. Era tudo novo, uma experiência literalmente do zero. Enquanto ela ajudava o Joaquim a pegar direitinho, me explicava de maneira doce tudo o que viria depois dali. Foram uns 15 minutos de mamada em cada peito, o que me permitiu curti-lo ainda mais, agora bem de pertinho, e claro, o Thi também.

Joaquim nasceu às 20h24, do dia 19 de dezembro de 2014, com 48,5 cm, 3,6 kg. As informações básicas, que soubemos depois. A cirurgia começou umas 20h e saímos da sala às 22h30. Todos juntos: mamãe, que foi então para a recuperação, papai, que foi para o quarto, e Joaquim, que foi para o berçário. Esse foi um parto que já acreditei ser impossível, mas deveria ser sempre assim... com uma equipe preocupada com não só com a saúde, mas com o sentimento das pessoas que estavam ali, fazendo com que essa experiência fosse maravilhosamente e especialmente única para mim, Thiago e Joaquim.

A todos da equipe, Fernando, Tatiane, Márcia e Eliane, só temos a agradecer aos anjos por terem colocado vocês em nossas vidas e nos permitido termos essa experiência tão maravilhosa. Vocês foram nossos anjos nesse dia. Desejo que cada sentimento que me proporcionaram seja retribuído em forma de sonhos realizados para vocês e suas famílias, que é o mínimo que merecem.


Com o querido Dr. Fernando (Imbê)

Dra. Tatiane, que tornou tudo isso realidade

Dra. Tatiane com o nosso mais novo anjinho

18 de outubro de 2014

Assim fica fácil: a diabetes gestacional!

Eu vejo a sociedade mudar. De verdade... eu estou sentindo isso na pele.

Há poucas semanas descobri a diabetes gestacional de uma maneira muito confortável e esclarecedora graças a profissionais excelentes. Mas a minha história de hoje não começará por aqui, mas quando junto a essa notícia também descobri que tive diabetes gestacional na gravidez do Dudu e não soube. A médica não soube...

Pior foi saber dos riscos que eu e o Dudu corremos de graça e que nem tinha consciência disso. E ouvir que por conta desses primeiros meses no meu útero doce ele poderá ter diabetes se tiver sobrepeso. É de cortar o coração! Aí me vem à mente o terrorismo psicológico que minha ex-obstetra fazia com relação ao peso dele e meu, me fazendo sair da consulta desesperada e em prantos, especialmente nos últimos dois meses de gestação. Mas estava de mãos atadas, como se tivesse que aceitar o fato e pronto. Agora paro e penso: isso é normal? Isso que eu deveria esperar da minha médica em um momento tão especial?!

Julgamentos e problemas deixados de lado - porque graças a Deus o Dudu nasceu perfeito e segue com muita saúde -, minha experiência na segunda gestação vem sendo incrível e vou contá-la aqui, até porque tem tudo a ver: hoje é o Dia do Médico!

Pra começar, dizer que por muita sorte já estava passando por consultas com uma médica que talvez nem saiba mas que hoje é queridíssima para minha família toda e especialmente para mim: a Dra. Tatiane. Desde o começo foi uma pessoa muito atenciosa, sempre me deixou com todos os contatos dela, mas com certeza não foi só isso que a tornou tão importante.

9 semanas de gestação do Joaquim e fui conversar com ela. Além de receber todas as orientações necessárias, logo me perguntou o tipo de parto e eu disse: cesárea (afinal, quem passou por uma, passa por duas). Ela anotou sem falar nada, me lembro muito bem. Saí de lá com receitas para vários exames, inclusive a chatonilda curva glicêmica. Pensei se seria muita implicância com o peso que o Dudu nasceu, mas fiquei na cabeça com a seguinte frase dela: "não teremos outro super bebê".

Nas semanas que se seguiram fui fazendo alguns exames, mas não conseguia fazer a tal curva porque fiquei muito enjoada nessa gestação e ficar em jejum era impossível. Ao longo do tempo, fui a outras consultas e sempre atenciosa a Dra. Tatiane me mandava e-mails perguntando da tal curva. Caramba, deve ser importante, ela está me mandando e-mails!

12 semanas e tive uma nova consulta, da qual saí com uma receita que dizia o que ela já vinha me falando desde o começo: "Vanessa está apta para realizar atividades físicas" e a sugestão era: matricule-se o quanto antes em alguma modalidade. E foi o que fiz. Achei o programa Mammy da academia Run2Fit, onde a querida professora Claudia me acompanha desde então. São aulas de 30 minutos de alongamento seguidas de 45 minutos de hidro, duas vezes por semana, com um monte de mulheres incríveis e seus bebezinhos. Além de treinar o corpo, treinamos a fala (rs), já que não paramos de conversar sobre enxoval, técnicas de amamentação, parto, choro e etc.

Bom, alguns dias depois finalmente fiz o exame. No outro dia já tinha uma consulta marcada com a Dra. Tatiane, que logo entrou no site do laboratório ali, na minha frente, e disse: o resultado saiu. O exame, que ficaria pronto apenas em seis dias, já trazia o resultado da diabetes gestacional. E foi com muita calma e um sorriso que ela me passou a informação e disse: vamos cuidar de você e do bebê. Tudo vai dar certo.

E saí de lá com um parabéns por ter me matriculado e também toda a família na academia, e algumas missões como passar com uma endocrinologista e uma nutriciosta.

Depois de uma enrolada de quase um mês e alguns e-mails da Dra. Tatiane me puxando a orelha por ainda não ter ido nas médicas e acompanhando o controle meu de glicemia, encontrei mais dois seres importantes nessa trilha: a Dra. Patricia, endocrino, e a Dra. Camila, nutricionista. Ambas especialistas em diabetes gestacional.

O diagnóstico não é legal... deixar os doces de lado, ainda mais pra mim, parecia muito difícil. Mas o apoio delas está sendo fundamental, todas atenciosas, me acompanham por e-mails, me ligam, incrível. Com isso, estou mega estimulada e seguindo todas as recomendações: dieta regular, açúcar zero, controle de glicemia 4x por dia, exercício físico pelo menos 2x na semana e agora um remedinho a noite para melhorar a glicemia em jejum.

O resultado? Até agora 5 quilos a menos, uma barriga de 1 mês e meio menor (comparada com foto!) e com certeza muito mais saúde e disposição não só pra mim, mas para todos ao meu redor. Que experiência incrível tem sido e me sinto diariamente agradecida por ter colocado tantas pessoas cuidadosas na minha vida.

A última consulta na Dra. Tatiane foi muito especial. Contei de tudo o que tenho ouvido e ela também me falou da importância de eu estar tentando seguir tudo, embora seja a minha segunda gestação e as mães não se empenharem assim achando que "tudo dará certo, já que na primeira vez deu". Mas o especial foi ter ouvido a pergunta que sabia que viria em breve "vamos tentar o parto normal?". Nesses meses, percebi que a Dra. Tatiane vinha falando aos poucos do assunto, mas sempre com muito respeito e sem nunca questionar a minha suposta decisão pela cesárea. Realmente não tem preço ouvir "não vamos ficar presas à indústria dos agendamentos, vamos fazer o que for melhor para você e para o bebê". Olha... sem palavras. Não me decidi ainda pelo tipo de parto, mas como é bom saber que não precisamos fazer o que a maioria faz. Ao final da consulta ainda me falou sobre parto humanizado, que é o bebê entrar em contato e mamar logo após sair da barriga e que faremos isso se der tudo certo. Posso contar? Meus olhos se encheram de lágrimas na hora... parecia uma boba quase chorando. Não poderia pensar em nada tão especial, principalmente me lembrando de tudo que passei com o Dudu.

A questão não é uma coisinha ou outra, mas o todo. Por isso vejo a sociedade mudando, assim como eu venho mudando. Tenho buscado pensar o quanto estamos aqui para sermos felizes e fazermos o bem a outras pessoas, mas ainda vejo muita gente só atrás de dinheiro, status e poder. Uma corrida que, de verdade, não me faz chegar à conclusão do que realmente estão buscando. A minha busca? Ser feliz, ter uma família incrível, amar incondicionalmente, educar, ser melhor, contribuir para outras pessoas. E fazer isso se propagar por aí.

E então encontro médicas como a Dra. Tatiane, que talvez nem tenham notado a diferença que estão fazendo por aí, mas fazem parte dessa corrente do bem. Ao contrário do que alguns pensariam até esta parte do meu relato, ela é bastante jovem, provavelmente mais nova do que eu. Mas não são os anos de vida que dão essa receita de atenção, simpatia, cuidado, ética e valores. Isso não nos ensinam na faculdade, mas fazem parte da nossa criação e da nossa essência.

Então, nesse Dia do Médico, não poderia deixar de escrever esse post, relatar que temos excelentes profissionais e, melhor ainda, pessoas por aí, e agradecer a cada uma delas: Prof. Claudia, Dra. Patricia, Dra. Camila e especialmente a Dra. Tatiane. Vocês não imaginam a minha gratidão por vocês, ainda que o Joca tenha uns dois meses para nadar na minha barriga.

Parabéns a vocês pelos seu dia, mas principalmente pelo que fazem, pela contribuição que dão à sociedade, pela disposição em cuidar dos outros. Isso é motivo para se orgulharem todos os dias e, ao deitar a cabeça no travesseiro pensarem: "eu não estou aqui nesse mundo à toa, mas por um motivo muito nobre. E estou fazendo isso da melhor maneira". Se não pensavam assim até então, passem a fazer.

Um grande beijo de toda a nossa crescente família: Mamãe Van, Papai Thi, Dudu e Joca.

Obs: não coloquei os sobrenomes das profissionais aqui para manter a privacidade delas, mas quem precisar pode me procurar no e-mail vanbastos@gmail.com que eu passo os telefones!



7 de setembro de 2014

mundo melhor ou filhos melhores?

Esses dias li no meu feed do Facebook algo como "não deseje um mundo melhor para o seu filho, mas crie filhos melhores pro mundo". Nossa, fez todo o sentido!

A cada dia que passa sempre me pego refletindo sobre o mundo caótico que vivemos e como me sinto de mãos atadas para fazer algo que possa melhorar a situação. Penso em como estou colocando não um, mas agora fois filhos no meio dessa bagunça. Me dá medo.

Mas, esses dias tenho visto muitos textos que falam sobre a parte que cabe a nós fazer e fico empolgada com o que posso, individualmente, contribuir. Minha mente parece um turbilhão de ideias, mas ainda tenho um pouco de dificuldade de pensar no hoje. Tenho que ser sincera... pensar em como seria, como será, é mais fácil.

Esse fim de semana comecei tentando fazer as coisas com calma. Menos pressa pra tomar o café da manhã... sem estresse. Acordamos tarde no sábado, fomos na padaria, compramos um monte de coisas gostosas e fizemos um pique-nique no Parque do Ibirapuera. Lá comemos com calma, cada um o que queria, Dudu e Thi se acabaram andando na bike e no skate e eu passei horas deitada na grama, com os pés descalços na terra, simplesmente admirando o céu, as árvores e observando o que faziam as pessoas. Além dos minutos de cochilo. Voltei com calma para casa e fizemos compras. Sem estresse! Não tinha almoço? Dudu comeu um miojo às 16h. Isso mata alguma criança? Claro que não! Voltamos e nossa primeira refeição completa foi no jantar, que saiu atrasado às 21h, mas e daí? Domingo também começou calmo... acordamos tarde, tomamos café - dessa vez decentemente, digo, coisas saudáveis - em casa. Fomos à feira na última hora dela, sem medo de que fosse acabar. E não só não acabou como pegamos a hora da xepa. Gastamos R$ 15 reais e levamos o mesmo que na semana passada, quando fizemos tudo mais cedo e gastamos R$ 50. Enfim... e assim se seguiu o fim de semana.

Será que não é assim que ajudamos a felicidade a entrar em casa e fazer nossos filhos sentirem isso também? Tenho medo do estresse que meu filho de quase três anos já sente. Acorda cedo, corre pra escola, lá passa o dia inteiro fazendo mil atividades, corre no trânsito da volta com a mãe estressada no carro... indo pra natação ou pra casa. Chega em casa e só vê um pouco de desenho na hora que sobra, porque a própria mãe não consegue dar atenção: ou está fazendo o jantar, ou arrumando as coisas, reclamando. Putz grila! Não é essa a vida que quero pro meu filho e muito menos quero que ele sinta tudo isso tão pequeno!

Então esse fim de semana parei pra tentar mudar. Sei que no dia a dia é muito díficil, pois a cidade nos suga. Mas vou tentar e vou relatando o que consegui. Meu foco e minha inspiração são meus dois filhos. É para eles que posso mostrar que existe o outro lado das coisas e que temos que olhar o positivo. O Thi já faz isso muito melhor do que eu, acho que porque nós, mulheres, somos mesmo mais preocupadas.

E sobre o título, acho que ele começa aqui. Ao olharmos os pequenos momentos que podem nos deixar felizes, podemos transformar tudo em algo melhor. E, assim, contribuir de verdade para o mundo, seja com um sorriso, com alguns minutos de escuta para alguém que precisa falar, cuidando da nossa casa e tudo o que fazemos que impacta as pessoas e o mundo. Espero que aqui só comece um movimento meu, de mim mesma, para algo que seja positivo e melhor para todos.

21 de agosto de 2014

tudo atrasado

O despertador toca às 6:40. Você dá um pulo, se troca correndo, vê a mochila do filho, arruma mala da academia, faz mamá, maquiagem e sai correndo de casa sem ver ninguém acordado pra te dizer bom dia. Já sente que está atrasada. Pega um trânsito do inferno pensando nas coisas que você não pode deixar de fazer porque vai passar o dia fora da mesa. Organiza tudo em uma "to do list" que você tem 15 ...minutos pra fazer quando chega na empresa. Sai correndo atrasada de novo e vai pro treinamento. Apesar de estar lá fisicamente, o celular te rapta e faz render 20% da primeira parte do curso, porque o resto tem que resolver as urgências. No final do treinamento sai correndo de novo atrasada, usa os 10 minutos que tem pra fazer quatro coisas e... Ah é! São 15:20 e tenho que escovar os dentes e fazer xixi antes de entrar na sequência de reuniões às 15:30. Escovo 30% dos dentes e saio correndo. Chego nas reuniões que por azar vão terminar 30 minutos depois do combinado. Dá 17:30 e teria que estar indo pra academia. E estou atrasada! Volto pra mesa e resolvo mais duas ou três pendências que são quase possíveis e saio correndo - preciso dizer atrasada? - sentindo deixar o mundo pendente. Chego na academia. Atrasada. Corro pra me trocar e não perder a aula que é um investimento alto. Faço a aula - um momento de paz - e saio pra pegar o filho que tá na casa da tia. Tento colocar o papo em dia nos 20 minutos que tenho e volto pra casa. Cadê o controle do portão? Merda! Ligo pro porteiro e ele abre a porta. Uma porta aberta! Estaciono e o filho chora "quero dirigiiiiir". Saio carregando a mochila da academia, da escola, a bolsa, o casaco, dois carrinhos. E o filho de 16kg. Agora tem o pijama meu e do filho pra trocar, escovar dentes de duas bocas, dar comida pro gato, fazer o mamá da noite. E não posso esquecer das malas da academia que pra amanhã são duas: a minha e a do filho: é a minha vez na natação infantil. Mas não basta fazer a mala... Tem que estender tudo, recolher amanhã e então fechar a mala. E repor o xampu que acabou - não esquece! Quantas horas me restam? Estou indo dormir atrasada! Tudo atrasado...menos o despertador que tocará às 6:40 de novo e me fará pular da cama para uma sequência de fatos que tornarão meu dia, de novo, (.......). Preciso dizer?

2 de julho de 2014

será que então é menina?!

Meu Deus, quanto enjôo!

Todo o mundo sabe que meu lance não é ficar grávida e isso não é segredo. E não é pela parte objetiva da coisa: ter filho, amamentar, ter um serzinho dependente de você... essa parte é a melhor! Mas estar grávida, pançuda, com azia, enjôos, peitos enormes. No me gusta. De verdad.

Mas eu estou... e pela segunda vez! Aí vão me perguntar: "mas se é tão chato, porque fazer de novo?". Porque realmente ser mãe é a melhor coisa do planeta inteiro!!! Mas não vou me empolgar pra falar disso porque vim falar de outra coisa.

Antes de recuperar meus posts antigos da gravidez do Dudu, como o "os opostos: o enjôo e a fome" vou falar pelo que eu recordo e vou te dizer que não fiquei enjoada como estou dessa vez. Tenho certeza! Mal descobri a gravidez do segundinho (no dia 01 de maio tivemos a certeza pelo exame de sangue) e logo eles vieram.

No Dudu, lembro de ser algo mais como azia, embrulho 24h. Mas dessa vez...

Quer saber a real? Me sinto doente. Não bastam os enjôos que me fazem correr para o banheiro, mas também estou com muita azia por causa de quase tudo o que como, estou morrendo de sono e com o corpo cansado... Sabe quando você vai ficar doente? Assim!

Aí se você comenta isso com alguém - principalmente se essa pessoa não tiver filhos - soltam logo a frase pronta que é praticamente um ditado "gravidez não é doença". Ah é? Sinta então você tudo o que eu estou sentindo então!

Claro que não é doença, mas me sinto como se estivesse... chego em casa e só quero dormir pra acordar boa. A diferença é que não é uma semana que vai fazer eu me sentir melhor... não é?

Falam que cada gravidez é única e diferente, mas ainda não estou botando muita fé nisso, Meu palpite é que deve ser menina. Isso porque, pelas experiências de amigas, vejo que mães de meninas (em geral hein?!) ficaram muito mais enjoadas. E será que é? Sempre me imaginei mãe de três meninos... mas não nego que também ficaria feliz em ter uma bonequinha em casa!

De verdade, tanto faz. Meu negócio é ser mãe e não faço questão do sexo da criança. Pra falar bem a verdade, logo que descobri que estava grávida, dessa vez, torci muito para serem gêmeos! Dois meninos! Um casal! Que delícia, ia amar!

Mas já temos certeza que é um só e são muitos os palpites para uma menininha. Agora resta esperar, porque não vamos fazer a sexagem fetal (exame de sangue para saber o sexo do bebê), então só saberemos lá pelo final do mês mesmo.

Então tá. Vou me despedir rapidamente pra dar uma corridinha pro banh... fui!

27 de junho de 2014

V.2 - Aí vamos nós!

Desde pequena o maior sonho da minha vida era ter um irmão. E tinha que ser um irmão homem, não uma menina.

Nunca tive uma Barbie (sim, eu juro) e acho que ter um Ken que você ganhou de nem sabe de quem não conta. Sempre fui de bola, bicicleta, skate, patins. Subir em árvore, brincar de caçar aranhas e mexer na terra. Praticamente um moleque. Minha mãe, inclusive, deve ter tido dúvidas se um dia...deixa pra lá!

Mas, depois veio a vontade de ser mãe. E é incrível como, até acontecer, a gente nunca tem certeza se vai realizar. E hoje, ainda não tendo certeza do sexo, estou extremamente feliz pois estou realizando um sonho meu, mas para o meu amado Dudu: em breve, chega o seu irmãozinho (ou irmãzinha) para brincar, brigar, acompanhar, ser um parceiro para a vida toda! Que felicidade sem tamanho!

A pergunta pode ser porque o privilégio de falar primeiro "irmão" e não, não é porque a regra geral do português é trazer tudo para o masculino. Hoje, no nosso ultrassom morfológico do primeiro trimestre com dopplerfluxometria colorida etc e tal a médica chutou: "70% de chances de ser menino".

Viva! Viva! Viva! Não me importa se menino ou menina, sério. Sempre achei que seria mãe de três meninos... e tenho o meu Dudu, a pessoa mais incrível que poderia ter na vida. E agora vem mais um para a trupe. Se for menina, eu ganho. Se for menino, eu ganho. O importante é mesmo ter saúde e ele tem! Apesar dos poucos 6,3 cm, vimos tudo: TN perfeita, dois braços, duas pernas, tudo proporcional, bexiga e estômago funcionando direitinho e um rostinho angelical que já estou ansiosa para admirar e beijar cada detalhe.

Então, é isso aí. O putzgrilaeagora volta com tudo, pronto para ter novas dúvidas, ganhar novas soluções, expor novas experiências, fazendo desse meu (nosso) momento algo único e especial.

Outro dia conto os momentos que antecederam esse post. Os enjoos, o sono, as espinhas, a descoberta e o planejamento da vinda do bebê. Aliás, tem aí um ineditismo. E quem disse que a segunda gravidez é sem novidades? Essa já começa diferente!

Por enquanto, finalizo desejando as boas vindas a mais esse serzindo incrível que está para chegar. Aliás, em data incrível também: entre Natal e Ano Novo.

Bom, se isso será uma coisa que ele ou ela vai gostar, aí eu já não sei. Veremos. Mas uma coisa já tenho certeza: será mais alguém que eu vou amar incondicionalmente, assim como o meu Dudu.

Filho ou filha: já te amo. Já te vejo, já sonho com você. Não vejo a hora de começarmos a trocar fraldinhas, cuidar de você e ouvir, mesmo que em choro, a sua voz de anjo. Estamos todos ansiosos te esperando.

Um beijo da mamãe, do papai e do Dudu

1 de novembro de 2012

Primeiros passos para o mundo

Não se pode dormir.

É muita ansiedade, é muita expectativa, é muita emoção!
Há um ano atrás e umas quatro horas a mais, o sinal seria dado e a vida mais importante viria ao mundo.

Não faz muito tempo e estava escrevendo aqui, contando as minhas primeiras vivências como mãe e já sentindo saudades... do cheirinho dele na maternidade, do banho de luz, do carinho das enfermeiras, do umbigo preto. Do pezinho enrugado, do jeito esforçado para abrir os olhos, mexer os braços, levantar o pescoço. Saudades do dia 4, do dia 13, do dia 30, de todos os dias, sem exceção.

E estavam certos e eu estava certa... o tempo voou e hoje estou aqui postando o último texto deste blog: o de feliz um ano de vida, Dudu!!!

Hoje você, como mamãe e papai dizem, já é um moleque. Já nem engatinha, porque "isso é para bebês". Só anda, corre, escala, canta, dança, coreografa, brinca de carrinho, amassa o gato, abre o armário, bagunça o quarto uma, duas, três, ..., sete vezes ao dia! E, para nós, não há maior prazer que ficar com você ou fazer por você. Sim, porque enquanto está acordado, nossos segundos são para brincar com você. E muitos outros são para lavar mamadeiras e pratinhos, arrumar roupas, guardar brinquedos. Tudo muito, muito prazeroso.

Dá trabalho, mas é o melhor trabalho do mundo!!! Eu queria viver só pra isso, sério. E a verdade é que por você faria tudo de novo. Mesmo. Tomaria todos os tombos de bicicleta, partiria meus mini-corações apaixonados, ouviria todas as broncas do mundo, estudaria física, engoliria todos os sapos do trabalho. Faria tudo, qualquer coisa para ter você aqui, como temos hoje!

Mesmo sendo uma "meia surpresa", foi a coisa mais importante, mais linda, mais profunda e mais perfeita que pôde acontecer. E praticamente posso afirmar que não só na minha vida e do papai, mas de muita gente.

Espero, filho, que você possa um dia ler tudo isso. Entender o quanto importante você se fez em nossas vidas e o quanto, desde o comecinho, você foi amado e desejado. Ver o quanto muitos fizeram por você sem querer nada em troca, simplesmente por amor. Aliás, vou te contar que amor é o que não falta por aqui. É só falar em Dudu e todos se derretem e enchem seus olhos de coraçõezinhos.

Você fez brotar o amor de forma diferente, como só você tinha que fazer.

Então, decido aqui que este é o meu último post. Na verdade, o último texto foi o anterior, escrito nas horas finais da minha (ou nossa) licença maternidade. A partir daí uma nova e importante fase começou na nossa vida (de novo!). Você foi para a escola e, diga-se de passagem, adora isso, e a mamãe voltou à sua vida de mulher, não só de mamãe. E aos poucos vamos nos adaptando à saudade. Ainda nos adaptando... principalmente eu.

Então, este não deveria ser um último post, mas um agradecimento. Um desfecho.

Então, Dudu, quero finalizar esse nosso registro agradecendo você, ainda que não tenha as palavras certas para isso. A verdade é que elas jamais existirão, assim como esse amor que tenho dentro de mim não se traduz.

Mesmo assim, obrigada por ser o menino tão querido que é, tão sempre bonzinho, amoroso, sorridente, a criança que é capaz de tirar tempo ruim de qualquer pessoa. Você só veio para mobilizar, aumentar, nos fazer crescer, nos tornar melhores. Então, mais uma vez, agradeço por ter nos escolhido, por me dar a chance de ser a sua mãe e ter essa deliciosa e importante tarefa de amá-lo, educá-lo, direcioná-lo. Prometo que farei sempre o melhor de mim para ser a melhor e fazer de você o melhor. Uma pessoa feliz, acima de tudo, e que pense no bem.

Por cada experiência, por cada um desses últimos 365 dias, por tantas doses de amor que hoje me tomam por completo... A você, todo o meu amor. Conte conosco para todos os passos da sua vida que quiser. Papai e mamãe estarão sempre aqui para sermos a sua segurança, a sua base, a sua fonte de carinho e amor, o seu apoio, a sua proteção. Ao mesmo tempo, seja livre. Sempre! O primeiro passo para isso você deu no dia das crianças, uma data linda para o primeiro passo do meu pequenininho. Estaremos aqui, te olhando e te observando. De longe quando quiser e de pertinho, sempre, mesmo que não pareça.

Meu grande futuro homem, mon petit Dudu, te amamos além do que poderia ir o infinito.

Com muito carinho, mamãe.

Primeiros passos, dia 12 de outubro de 2012.


15 de maio de 2012

triste fim da licença maternidade

É o fim. E o começo de muita coisa!

Foram exatos 7 meses dedicados quase que exclusivamente ao meu Dudu. Me lembro da última consulta na Dra. Lucy, que fez o meu pré-natal: dia 14/10/11, na qual ela falou: agora você entra em licença! Dali, fui até a empresa num clima de despedida e avisei: "galera, me voy. agora só no ano que vem". Nesse dia trabalhei até às 21h vendo tudo o que poderia aparecer nos dias que estaria ausente e a sensação era "quantos dias!!!!".

As duas semanas que se seguiram foram dedicadas a lavar, passar e guardar as últimas roupinhas, fechar as malas da maternidade, separar as lembrancinhas, documentos, enfeites de porta. Ah, e a fazer muitos exames de sangue também, pra monitorar a glicose... No dia 29/10, fomos à feira e me lembro bem da velocidade de tartaruga que andava. Tudo me cansava, me pesava, ave! E no domingo, fomos ao Mercadão, comemos o sanduíche de mortadela e compramos pistaches! Dia 31, segunda-feira, tinha um ultrassom agendado e também uma cardiotocografia. Minha prima e madrinha do Dudu, Vivi, me acompanhou e lá a médica avisou que eu estava com algumas contrações e que o bebê viria logo. E a resposta foi simples: "ok, a cesária já está agendada para quinta-feira, dia 3".

E nessa madrugada, do dia 01/11/11, minha bolsa estourou, corremos pra maternidade e tivemos, finalmente, o nosso tão esperado e amado Dudu. E a partir daí "ainda" teria mais "longos" 6 meses e meio de licença.

Só que esses "quantos dias!!!" não foram suficientes. É engraçado que quanto mais passa o tempo, quanto mais avançam os dias, mais você quer ficar grudada, colada mesmo. Mais você depende dele, não o contrário.

Estou me preparando há tempos. Fizemos a matrícula do Dudu na escolinha em janeiro, marcamos o início das aulas para o dia 02/05. Meio período, claro! Pra eu me acostumar. E o Dudu está indo super bem... não chorou um dia até hoje, aprendeu a pegar a mamadeira, come direitinho, se diverte de montão e está se acostumando a dormir com o barulho de outros nenês. E amanhã fará mais uma estreia: será seu primeiro dia de período integral.

A dor não é de deixar na escola, de acordar cedo, de enfrentar o frio, de trabalhar. É de passar muitas horas longe! Bom, mas seja bem-vinda ao mundo moderno. Hoje em dia, ou é assim, ou é assim.

E junto com essas mudanças está a pessoa nova que sou. A mesma, mas acredito que bem diferente. Me sinto diferente, com preocupações e valores diferentes. Querendo ser outra pessoa do que queria ser antes do Dudu. É engraçado... uma mudança que parece sutil, mas mexe na sua essência. E com isso tudo merecidamente vem um monte de coisas novas: tarefas novas antes de dormir, como esterelizar mamadeiras, montar lancheira e mochila do Dudu para a escola, escrever recadinhos na agenda, cabelo novo, roupas de magra (yes!), papai em emprego novo e preparação para mudança até de apartamento!

Assim como no fim da gravidez, estamos passando, nós três, por mais um momento repleto de mudanças deliciosas, cheias de boas novidades!!! Merecemos, vai?

Por isso é um começo de muita coisa! E que todas essas estreias venham com flores jogadas ao palco e plateia aplaudindo de pé! Tudo dando certo, se encaixando!

Mas é claro que assim como na passagem do ciclo "grávida e trabalhando" para "mãe de licença", fica um puta clima de despedida, com direito a lencinho branco na mão. Uma despedida das longas horas com o Dudu que serviam até pra não fazermos nada juntos, uma despedida de vê-lo acordar e mamar e dormir e mamar e acordar e brincar e mamar e dormir e etc, uma despedida dos passeios à toa no prédio com outros bebês, das idas repentinas a sacolões, padarias, supermercados, enfim, uma despedida do TEMPO. Isso, que hoje é cada vez mais raro e infelizmente não se pode comprar. E só quem um dia teve esse tempo entende perfeitamente o que é tê-lo. Mesmo em meio a fraldas, mamadas, sonos. Olhando com calma, vejo que eu tive muito tempo.

E nesse clima de despedida não tem como não ficar com o coração partido... Neste começo de noite o Dudu mamou comigo e brincou bastante. Quando vi que estava ficando com sono, aproveitei para pegá-lo no colo e fazer algo que raras vezes fazemos: embalá-lo. E passei bons vinte minutos com ele bem abraçadinha, andando pela casa com as luzes baixas e cantando para ele as músicas que marcaram a licença maternidade, principalmente a da Dona Aranha que subiu pela parede, mas veio a chuva forte e vocês já sabem da teimosia e desobediência dela. Dudu ficou quietinho, agarradinho, olhando pela casa. No final, só consegui pensar em algumas coisas para dizer a ele: agradecer pela maravilhosa surpresa que ele nos fez ao aparecer nas nossas vidas, por ser tão tão tão especial como é, dizer obrigadas infinitos por ele ter nos escolhido, e pedir, assim cochichando baixinho em seu ouvido pra ninguém mais escutar que "acorde de madrugada pra mamar, só hoje, assim você dorme até de manhã com a mamãe". =)

Sei que a saudade vai me corroer ao longo do dia, mas ao mesmo tempo vai me fazer ainda mais feliz no momento que chegar na escolhinha e vir o seu sorriso maroto. Por isso, por tantas mudanças positivas e importantes, sei que vem por aí mais um novo ciclo cheio de novidades e felicidade. Então, mesmo em clima de despedida, escancaro agora as portas para que tudo de bom e novo entre a partir de já. Valendo!

14 de maio de 2012

feliz dia das mães!

Antes de realmente ter me tornado mãe, apesar de sempre ter sido esse um grande sonho, nunca tive certeza que teria mesmo um dia um bebê. É engraçado porque tem um monte de coisas que a gente deseja e sabe que até é possível, mas até que elas realmente aconteçam a gente fica com a dúvida se realmente teremos essa oportunidade.

Com relação à maternidade era assim. Sempre quis ter filhos, mas nunca soube se aconteceria mesmo. Até que fiquei grávida e tudo começou a se concretizar. Mas, até aí, muita coisa pode acontecer e parecia um grande sonho ter um bebê em meus braços, um bebê meu que eu pudesse beijar o tempo todo. Mas não realidade. Achei que o bebê nunca iria nascer, a data nunca iria chegar. A gravidez das outras passa tão rápido e a minha pareceu ter durado uns 3 anos.

E foi chegando a data, mas ainda assim parecia que não ia chegar. Mas, de repente a bolsa estourou e me vi a caminho da maternidade, tipo "nossa, vou ter um bebê MESMO".

Realmente a maternidade aflora vários sentimentos nossos, principalmente o materno, claro, mas juro que estar grávida é totalmente diferente que ter o bebê aqui. Ficar grávida é legal, nos torna diferentes e nos dá muita inspiração. Prova disso são os posts que fiz nessa época e que acredito serem os mais emocionantes. Mas a oportunidade de finalmente tê-lo comigo é a melhor sensação, a melhor conquista, a mais pura felicidade.

Venho falando como o tempo tem passado rápido... e tem mesmo. Porque o maior tempo do mundo, na realidade, nunca será suficiente. Jamais.  E só a palavra "infinito", que descreve o amor de mãe, pode descrever também o tamanho do tempo que precisaríamos pra ficar juntinho deles. Tem onde comprar isso?! Tempo do tipo infinito.

Ontem foi dia das mães. O dia de muita gente, mas também o meu dia. Um dia me dado de presente pelo melhor marido que poderia ter e por um filho perfeito. Simples assim... não precisa de elogios, é perfeito. E só tenho a agradecer por finalmente ter um sonho que parecia distante e até incerto aqui comigo, não uma realidade apenas, mas um sonho vivido diariamente, com muito amor. Uma prática que nunca enjoa, mas pelo contrário, só vicia e você quer mais e mais e mais.

Obrigada, meu querido Dudu, por fazer que nos sintamos todo dia pessoas tão especiais, que mereceram ter você conosco desse jeitinho. Você é tudo (e mais ainda) que nós sempre sonhamos.

Um beijo infinito, com amor infinito,

Mamãe



1 de maio de 2012

muito feliz meio ano de vida!!!

Eu disse e repeti, repeti, repeti. E aqui está: o post de comemoração dos seis meses de vida do Dudu, do meio ano da mais pura felicidade. E, como está relatado em vários posts até aqui, sim, o tempo voou, passou e chegou.

A data de hoje traz o significado de como o nosso neném cresceu, evoluiu, e agora é um bebê super esperto. Mas também lembra que a licença maternidade - tempo que eu leio como "tempo exclusivo para o meu bebê" - e minha breve volta ao trabalho estão aí, batendo na minha porta, esperando eu abrir.

Esses últimos tempos tenho levado esse momento super bem... o Dudu começa na escolinha amanhã - entra em exatas 9 horas - e essa foi uma decisão que tomamos para que ele seja muito bem cuidado, observado e ensinado e também para que não exploremos as avós de plantão e contemos com elas quando e sempre que precisarmos. Mas, nesse momento estou com um aperto no coração... um aperto de saudade imensa e profunda, chega até a doer. Tem como apertar o botão "rewind"?

E não é porque não quero que ele vá para a escola. Não é porque não quero voltar a trabalhar. Nem por não querer pegar trânsito, ir em reuniões de pais, pagar as mensalidades, fazer papinha, madrugar, enfrentar o frio ou qualquer outra coisa. É porque quero que o tempo passe devagar. Isso é pedir demais?

Fomos pais sortudos, sei disso. O Dudu não teve cólica, não chora, fica sozinho no berço, dorme a noite toda desde os 2 meses, ganha peso e mama como um campeão, é risonho, simpático, esperto. E isso fez com que o tempo avançasse em velocidade ainda mais alta, permitindo sim que gravássemos em nossas memórias cada aprendizado, cada movimento, mas não deixando que este passasse na velocidade que queremos e, no fundo, que precisamos. Por mim, estes 6 meses seriam 3 anos, chegando depois desses anos no momento que estamos agora.

É... nosso bebê cresceu. O dia foi agitado, teve até bolinho... E depois de todos saírem, a rotina da casa seguiu como um dia qualquer: banho, brincadeira e cama. Não fosse a divertida, mas dolorosa, separação de materiais pro berçário, o que me fez parar para pensar - depois que ele dormiu - que em breve terei que passar horas e horas separadas deste serzinho que simplesmente é aquilo que é mais importante no mundo.

Medos são vários. Mesmo. Da tia da escola não ouvir chorar e pior, não saber o que ele quer - o que já estou treinada com louvor - de pegar um resfriadinho, de eu pegar trânsito e atrasar para pegá-lo no fim do dia. Mas, ao mesmo tempo tenho a certeza de que foi a melhor decisão que tomamos. E lembro que toda essa lamentação acima é minha e não dele. Ele provavelmente será ainda melhor por poder passar por tudo isso.

Pois é. Tudo são fases. E então, vamos parar de choramingar e dar as boas-vindas a essa mais nova fase: Dudu na escola, mamãe no trabalho e papai no trabalho novo. Abrir as portas para tudo isso com um imenso sorriso, pois isso é viver!!! Se tudo fosse exatamente como queremos, não teríamos desafios, emoções, etapas. Não cresceríamos. Não viveríamos. Tomar decisões difíceis e grandes como esta com certeza nos ajuda a crescer. Então, simbora. Vamos dormir que amanhã o dia começa cedo!

Dudu, depois de todo esse chororô (um dia espero que leia tudo o que escrevo aqui, porque foi feito para você), volto ao assunto mais importante do dia, aquele que dá não só o título, mas abre esse post: Parabéns, meu amor! Que sua vida seja sempre repleta de muita saúde e muita alegria! Uma vida plena, cheia e transbordada de amor e de felicidade! Nós, os papais, só temos a agradecer... por você nos ensinar esse novo tipo de amor, um algo infinito, por nos mostrar em cada sorriso que isso é a vida, que simplesmente por isso valeu a pena ter vivido qualquer coisa até hoje! Por nos mostrar de como tudo que é mais importante está nas coisas simples... e que você, com toda essa pureza, inocência e beleza, nos deu um novo norte e reformulou o que é a nossa essência. O que significamos ou queremos significar.

Com muito, mas imeeeeeeeeeeeenso amor,

Mamãe.

5 de abril de 2012

nova modalidade de banho

Hoje o Dudu fez mais uma estréia!

Depois de passar o dia todo sentando como profissional, passando minutos e não mais segundos se equilibrando sozinho, resolvi dar um banho refrescante e diferente nele neste final de tarde calorento de outono.

Peguei a banheira - que passou um tempo esquecida porque estávamos dando banho no box mesmo - coloquei no chão do box, enchi de água e de brinquedinhos. Isso sim é tempo com qualidade para passarmos juntos. Mamãe fica com o nenê, ele se diverte, rimos... já me dá saudades desse tempo, que praticamente não existe em São Paulo.

E, é claro, que ele amou!!! Bateu perninhas, jogou água pra todo lado... como tem que ser!!!

E, aqui, ele deseja a todos uma Feliz Páscoa:


3 de abril de 2012

e ela ainda está entre nós

Faço hidroginástica todas as manhãs - enquanto a licença do trabalho me permite - e sempre que saio da piscina e chego no vestiário lembro: "tenho que escrever sobre a linha".

É impressionante como o nosso corpo muda durante a gravidez... cada dia uma descoberta, uma mudança. Relatei neste blog todas as minhas experiências - peitos doloridos, fim da menstruação, hormônios, peso, etc, mas com certeza uma etapa muito marcante é a linha que aparece na barriga... uma linha mais escura que a cor natural da pele e que identifica, de longe, uma grávida.

11h32 do dia 01/11/2011  <3

Engraçado que, diferentemente do que eu achei que ia ser, eu não sinto a mínima falta da barriga. Nem pra furar a fila dos restaurantes. Sério! A gravidez foi sim legal para mim, não passei mal, trabalhei até os 9 meses, mas de verdade não sinto falta nenhuma. Senti muito mais alívio com o Dudu do lado de fora... as primeiras noites sem dormir direito, a dor do corte, o medo de segurá-lo no banho, nada disso tirou o prazer de tê-lo deste lado de cá. Primeiro, porque é a melhor coisa do mundo poder olhar e admirar seu próprio bebê. Mas, no meu caso, também porque não curti muito a ideia de ser mega barriguda e pesada. No final, não aguentava mais! E as roupas então? Estava enjoada de todas!

E, acho que é por isso, que admito que não sinto falta. Nem da gravidez, muito menos da barriga. E tantas mulheres ficam saudosas, choram olhando a barriga que já não está mais lá. Pensei que seria assim comigo, principalmente porque sou uma chorona nata, mas juro que até hoje nem liguei. E não ligarei mais, né?

Até brinco que engravidaria mais uma vez, mas eu queria ter ao menos 3 filhos. Pra isso, ou engravido de gêmeos ou adoto. Três gravidezes, estou bem fora!

Mas vim aqui escrever sobre a linha. Apenas para registrar que, apesar de já terem se passado 5 meses e 2 dias, e o Dudu já sentar, pegar as coisas com as mãos, morder os pés, fazer vários sons, virar de bruços e estar matriculado na escolinha, ela continua aqui. Bem aqui entre nós lembrando o quão recente foi essa mudança enorme nas nossas vidas, há quão pouco tempo este serzinho Dudu apareceu pra nos trazer uma felicidade sem tamanho, a qual não poderíamos experimentar se não fosse ele.

Dudu, como diz a música, "tinha que ser com você". Obrigada por fazer de nós pais tão felizes e que ganharam um novo sentido para tudo o que fazem na vida. Mesmo que a linha se apague em breve, tudo o que mudou continuará mudando sempre pra melhor. O que você fez em nós foi sim mudar um pouquinho o corpo da mamãe, mas você mudou e completou as almas da mamãe e do papai. Somos agora melhores, simplesmente por termos você por perto!

Um beijinho no nariz, da mamãe.




30 de março de 2012

tomando banho no shopping

Hoje, pra sair da rotina, fomos almoçar no shopping e depois dar uma volta. Eu, Dudu e a vovó Sônia.

Almoçamos tranqueira, como a mamãe adora, passeamos bastante e às 16h, como de costume, mamãe foi dar de mamar em um dos bancos no meio dos corredores. Dudu mamou e depois ficou sentado no colo da mamãe. Todos dando uma pausa no passeio.

E aí que veio o "trololó". Milhares de peidinhos... molhados. E o resultado foi que o Dudu fez um cocô sensacional, amarelasso... e vazou tudo.

Peguei ele no colo como podia e fomos à procura de um fraldário. No andar de cima.. ainda?! Ok... Chegamos lá e tinha um "family room". Muito legal mesmo, não conhecia!!! Tinha banheiro para crianças e uma parte de fraldário com 4 trocadores e 3 banheiras! Com torneira forte, aquecida. Além de cadeirão para comer, microondas, cantinho de amamentação com água a postos para as mamães.

Achei que não ia precisar de tudo isso, mas ao tirar a roupa do Dudu... foi mais fácil pintar o body branco de amarelo que levar ao tintureiro. Não tinha jeito! Era banho da cabeça aos pés!

E a salvação foi esse cantinho... ah, se todos os lugares que fôssemos tivesse essa assistência toda! Não imaginava que era assim - claro, não havia sido mãe antes - mas com certeza foi a salvação do dia. Do contrário, Dudu teria que ter tomado banho gelado na pia.

E achei legal registrar esse momento aqui, afinal não é todo dia que a gente toma banho em shopping, não? Eu, por exemplo, em 30 anos nunca tomei!  =)

sentado... testando!

Dudu, que já parecia crescer rápido, agora parece crescer como um super herói! Mudanças tão rápidas, quando você vê, já foi.

Faz um bom tempo que ele vem se inclinando pra frente como se quisesse ficar sentado, mas nunca tinha ficado de verdade. De repente, ontem, ele meio que se equilibrou sozinho na cama, desencostando dos travesseiros. Hoje fiz o teste e opa! Um belo tempo sentado sozinho... o corpo balança pra frente, pra trás, desequilibra, mas não cai! Impressionante!!!

Essa segunda-feira fomos na pediatra e agora ele tem exatos 8 kg!!! Não sei aonde está tanto peso... apesar de gostoso, ele não é gorducho. Tem até barriga de tanquinho. Ela mediu e agora ele tem 68,5 cm e se crescer 1 metro já fica maior que a mamãe e o papai! Hahaha...

As orientações da pediatra foram manter só o leite materno - e eu achava e estava empolgada que ele começaria com as frutinhas. Tudo que a gente põe na boca ele olha, e olha, e seca! Tipo: "me dá!". Eu fico com uma dó... queria deixar ele experimentar tudo, mas "não" disse a pediatra. O que ela recomendou é que, como ele entrará na escolinha em maio (ai tá chegando!!!), que tome pelo menos 1 mamadeira por dia, sempre no mesmo horário, de um leite em pó. Ai, que ciúmes da mamadeira!!! Quero ele mamando em mim sempre!

E há dois dias começamos com isso... Dudu mamou sua primeira mamadeira de NAN, comprei o Comfor, com ferro. No começo ele parecia bravo, mas acho que tava quente mesmo. Tadinho. Depois mamou tudo... Ela falou que é importante começar por etapas (leite/ suco/ frutas e etc) porque se começa tudo junto e ele começa a ter dores de barriga ou cólicas, não se sabe de onde vem.

Ah! E tem mais façanha do Dudu por aí. Agora ele começou - veja bem, começou mesmo... bem pouquinho - a se jogar pros colos de quem ele quer. Um amor! E também está bem ensaiando para engatinhar!

Tão grande... tão esperto... cada dia mais diferente, mais divertido. Já dá saudades dele pequenininho... não porque não quero que ele cresça, mas acho que cada dia deveria demorar 3, assim ainda estaríamos com 1 mês e meio e teria muito tempo ainda pra ter profissão mãe 100%.

Fico muito feliz... e agradeço todos os dias pelo menino cheio de saúde, feliz e bonzinho que ele é. Como sempre digo, nem nos melhores sonhos poderia imaginar um ser tão perfeito. E que seja assim sempre! Né, Dudu?!

22 de março de 2012

último pacote P

A vida é assim.

Reuniões chatas, conversas chatas, situações chatas parecem durar dias em apenas 5 minutos. Dá aquela sensação de "o que eu fiz pra merecer isso?".

E os momentos bons, estes passam voando... a ponto de não conseguirmos apertar o REC nas nossas mentes pra tudo.

Parece que foi ontem que achei que não estava grávida. Que fiz o teste, que contei pro Thi que seríamos pais. Parece ontem o primeiro ultrassom, a pintura do quarto, a compra dos móveis, o chá de fraldas, a escolha das roupas para a maternidade. Parece que foi há poucas horas que minha bolsa estourava, que corríamos para o hospital e, finalmente, conhecíamos aquele que simplesmente hoje é o sentido da nossa existência.

E, hoje, depois de 4 meses e 21 dias, abri o último pacote de fraldas P. Sim, Dudu se aproxima dos 8 kg, praticamente o dobro do que nasceu, e esses quilos hoje representam quanto tempo já se passou!

Aquele tempo que parecia que não ia chegar, chegou e passou. Um dia imaginava que a gravidez nunca chegaria ao fim e hoje o Dudu é um meninão, cada dia mais esperto.

Sim, sou e estou saudosa. Como qualquer mãe boba de amor é.