1 de novembro de 2012

Primeiros passos para o mundo

Não se pode dormir.

É muita ansiedade, é muita expectativa, é muita emoção!
Há um ano atrás e umas quatro horas a mais, o sinal seria dado e a vida mais importante viria ao mundo.

Não faz muito tempo e estava escrevendo aqui, contando as minhas primeiras vivências como mãe e já sentindo saudades... do cheirinho dele na maternidade, do banho de luz, do carinho das enfermeiras, do umbigo preto. Do pezinho enrugado, do jeito esforçado para abrir os olhos, mexer os braços, levantar o pescoço. Saudades do dia 4, do dia 13, do dia 30, de todos os dias, sem exceção.

E estavam certos e eu estava certa... o tempo voou e hoje estou aqui postando o último texto deste blog: o de feliz um ano de vida, Dudu!!!

Hoje você, como mamãe e papai dizem, já é um moleque. Já nem engatinha, porque "isso é para bebês". Só anda, corre, escala, canta, dança, coreografa, brinca de carrinho, amassa o gato, abre o armário, bagunça o quarto uma, duas, três, ..., sete vezes ao dia! E, para nós, não há maior prazer que ficar com você ou fazer por você. Sim, porque enquanto está acordado, nossos segundos são para brincar com você. E muitos outros são para lavar mamadeiras e pratinhos, arrumar roupas, guardar brinquedos. Tudo muito, muito prazeroso.

Dá trabalho, mas é o melhor trabalho do mundo!!! Eu queria viver só pra isso, sério. E a verdade é que por você faria tudo de novo. Mesmo. Tomaria todos os tombos de bicicleta, partiria meus mini-corações apaixonados, ouviria todas as broncas do mundo, estudaria física, engoliria todos os sapos do trabalho. Faria tudo, qualquer coisa para ter você aqui, como temos hoje!

Mesmo sendo uma "meia surpresa", foi a coisa mais importante, mais linda, mais profunda e mais perfeita que pôde acontecer. E praticamente posso afirmar que não só na minha vida e do papai, mas de muita gente.

Espero, filho, que você possa um dia ler tudo isso. Entender o quanto importante você se fez em nossas vidas e o quanto, desde o comecinho, você foi amado e desejado. Ver o quanto muitos fizeram por você sem querer nada em troca, simplesmente por amor. Aliás, vou te contar que amor é o que não falta por aqui. É só falar em Dudu e todos se derretem e enchem seus olhos de coraçõezinhos.

Você fez brotar o amor de forma diferente, como só você tinha que fazer.

Então, decido aqui que este é o meu último post. Na verdade, o último texto foi o anterior, escrito nas horas finais da minha (ou nossa) licença maternidade. A partir daí uma nova e importante fase começou na nossa vida (de novo!). Você foi para a escola e, diga-se de passagem, adora isso, e a mamãe voltou à sua vida de mulher, não só de mamãe. E aos poucos vamos nos adaptando à saudade. Ainda nos adaptando... principalmente eu.

Então, este não deveria ser um último post, mas um agradecimento. Um desfecho.

Então, Dudu, quero finalizar esse nosso registro agradecendo você, ainda que não tenha as palavras certas para isso. A verdade é que elas jamais existirão, assim como esse amor que tenho dentro de mim não se traduz.

Mesmo assim, obrigada por ser o menino tão querido que é, tão sempre bonzinho, amoroso, sorridente, a criança que é capaz de tirar tempo ruim de qualquer pessoa. Você só veio para mobilizar, aumentar, nos fazer crescer, nos tornar melhores. Então, mais uma vez, agradeço por ter nos escolhido, por me dar a chance de ser a sua mãe e ter essa deliciosa e importante tarefa de amá-lo, educá-lo, direcioná-lo. Prometo que farei sempre o melhor de mim para ser a melhor e fazer de você o melhor. Uma pessoa feliz, acima de tudo, e que pense no bem.

Por cada experiência, por cada um desses últimos 365 dias, por tantas doses de amor que hoje me tomam por completo... A você, todo o meu amor. Conte conosco para todos os passos da sua vida que quiser. Papai e mamãe estarão sempre aqui para sermos a sua segurança, a sua base, a sua fonte de carinho e amor, o seu apoio, a sua proteção. Ao mesmo tempo, seja livre. Sempre! O primeiro passo para isso você deu no dia das crianças, uma data linda para o primeiro passo do meu pequenininho. Estaremos aqui, te olhando e te observando. De longe quando quiser e de pertinho, sempre, mesmo que não pareça.

Meu grande futuro homem, mon petit Dudu, te amamos além do que poderia ir o infinito.

Com muito carinho, mamãe.

Primeiros passos, dia 12 de outubro de 2012.


15 de maio de 2012

triste fim da licença maternidade

É o fim. E o começo de muita coisa!

Foram exatos 7 meses dedicados quase que exclusivamente ao meu Dudu. Me lembro da última consulta na Dra. Lucy, que fez o meu pré-natal: dia 14/10/11, na qual ela falou: agora você entra em licença! Dali, fui até a empresa num clima de despedida e avisei: "galera, me voy. agora só no ano que vem". Nesse dia trabalhei até às 21h vendo tudo o que poderia aparecer nos dias que estaria ausente e a sensação era "quantos dias!!!!".

As duas semanas que se seguiram foram dedicadas a lavar, passar e guardar as últimas roupinhas, fechar as malas da maternidade, separar as lembrancinhas, documentos, enfeites de porta. Ah, e a fazer muitos exames de sangue também, pra monitorar a glicose... No dia 29/10, fomos à feira e me lembro bem da velocidade de tartaruga que andava. Tudo me cansava, me pesava, ave! E no domingo, fomos ao Mercadão, comemos o sanduíche de mortadela e compramos pistaches! Dia 31, segunda-feira, tinha um ultrassom agendado e também uma cardiotocografia. Minha prima e madrinha do Dudu, Vivi, me acompanhou e lá a médica avisou que eu estava com algumas contrações e que o bebê viria logo. E a resposta foi simples: "ok, a cesária já está agendada para quinta-feira, dia 3".

E nessa madrugada, do dia 01/11/11, minha bolsa estourou, corremos pra maternidade e tivemos, finalmente, o nosso tão esperado e amado Dudu. E a partir daí "ainda" teria mais "longos" 6 meses e meio de licença.

Só que esses "quantos dias!!!" não foram suficientes. É engraçado que quanto mais passa o tempo, quanto mais avançam os dias, mais você quer ficar grudada, colada mesmo. Mais você depende dele, não o contrário.

Estou me preparando há tempos. Fizemos a matrícula do Dudu na escolinha em janeiro, marcamos o início das aulas para o dia 02/05. Meio período, claro! Pra eu me acostumar. E o Dudu está indo super bem... não chorou um dia até hoje, aprendeu a pegar a mamadeira, come direitinho, se diverte de montão e está se acostumando a dormir com o barulho de outros nenês. E amanhã fará mais uma estreia: será seu primeiro dia de período integral.

A dor não é de deixar na escola, de acordar cedo, de enfrentar o frio, de trabalhar. É de passar muitas horas longe! Bom, mas seja bem-vinda ao mundo moderno. Hoje em dia, ou é assim, ou é assim.

E junto com essas mudanças está a pessoa nova que sou. A mesma, mas acredito que bem diferente. Me sinto diferente, com preocupações e valores diferentes. Querendo ser outra pessoa do que queria ser antes do Dudu. É engraçado... uma mudança que parece sutil, mas mexe na sua essência. E com isso tudo merecidamente vem um monte de coisas novas: tarefas novas antes de dormir, como esterelizar mamadeiras, montar lancheira e mochila do Dudu para a escola, escrever recadinhos na agenda, cabelo novo, roupas de magra (yes!), papai em emprego novo e preparação para mudança até de apartamento!

Assim como no fim da gravidez, estamos passando, nós três, por mais um momento repleto de mudanças deliciosas, cheias de boas novidades!!! Merecemos, vai?

Por isso é um começo de muita coisa! E que todas essas estreias venham com flores jogadas ao palco e plateia aplaudindo de pé! Tudo dando certo, se encaixando!

Mas é claro que assim como na passagem do ciclo "grávida e trabalhando" para "mãe de licença", fica um puta clima de despedida, com direito a lencinho branco na mão. Uma despedida das longas horas com o Dudu que serviam até pra não fazermos nada juntos, uma despedida de vê-lo acordar e mamar e dormir e mamar e acordar e brincar e mamar e dormir e etc, uma despedida dos passeios à toa no prédio com outros bebês, das idas repentinas a sacolões, padarias, supermercados, enfim, uma despedida do TEMPO. Isso, que hoje é cada vez mais raro e infelizmente não se pode comprar. E só quem um dia teve esse tempo entende perfeitamente o que é tê-lo. Mesmo em meio a fraldas, mamadas, sonos. Olhando com calma, vejo que eu tive muito tempo.

E nesse clima de despedida não tem como não ficar com o coração partido... Neste começo de noite o Dudu mamou comigo e brincou bastante. Quando vi que estava ficando com sono, aproveitei para pegá-lo no colo e fazer algo que raras vezes fazemos: embalá-lo. E passei bons vinte minutos com ele bem abraçadinha, andando pela casa com as luzes baixas e cantando para ele as músicas que marcaram a licença maternidade, principalmente a da Dona Aranha que subiu pela parede, mas veio a chuva forte e vocês já sabem da teimosia e desobediência dela. Dudu ficou quietinho, agarradinho, olhando pela casa. No final, só consegui pensar em algumas coisas para dizer a ele: agradecer pela maravilhosa surpresa que ele nos fez ao aparecer nas nossas vidas, por ser tão tão tão especial como é, dizer obrigadas infinitos por ele ter nos escolhido, e pedir, assim cochichando baixinho em seu ouvido pra ninguém mais escutar que "acorde de madrugada pra mamar, só hoje, assim você dorme até de manhã com a mamãe". =)

Sei que a saudade vai me corroer ao longo do dia, mas ao mesmo tempo vai me fazer ainda mais feliz no momento que chegar na escolhinha e vir o seu sorriso maroto. Por isso, por tantas mudanças positivas e importantes, sei que vem por aí mais um novo ciclo cheio de novidades e felicidade. Então, mesmo em clima de despedida, escancaro agora as portas para que tudo de bom e novo entre a partir de já. Valendo!

14 de maio de 2012

feliz dia das mães!

Antes de realmente ter me tornado mãe, apesar de sempre ter sido esse um grande sonho, nunca tive certeza que teria mesmo um dia um bebê. É engraçado porque tem um monte de coisas que a gente deseja e sabe que até é possível, mas até que elas realmente aconteçam a gente fica com a dúvida se realmente teremos essa oportunidade.

Com relação à maternidade era assim. Sempre quis ter filhos, mas nunca soube se aconteceria mesmo. Até que fiquei grávida e tudo começou a se concretizar. Mas, até aí, muita coisa pode acontecer e parecia um grande sonho ter um bebê em meus braços, um bebê meu que eu pudesse beijar o tempo todo. Mas não realidade. Achei que o bebê nunca iria nascer, a data nunca iria chegar. A gravidez das outras passa tão rápido e a minha pareceu ter durado uns 3 anos.

E foi chegando a data, mas ainda assim parecia que não ia chegar. Mas, de repente a bolsa estourou e me vi a caminho da maternidade, tipo "nossa, vou ter um bebê MESMO".

Realmente a maternidade aflora vários sentimentos nossos, principalmente o materno, claro, mas juro que estar grávida é totalmente diferente que ter o bebê aqui. Ficar grávida é legal, nos torna diferentes e nos dá muita inspiração. Prova disso são os posts que fiz nessa época e que acredito serem os mais emocionantes. Mas a oportunidade de finalmente tê-lo comigo é a melhor sensação, a melhor conquista, a mais pura felicidade.

Venho falando como o tempo tem passado rápido... e tem mesmo. Porque o maior tempo do mundo, na realidade, nunca será suficiente. Jamais.  E só a palavra "infinito", que descreve o amor de mãe, pode descrever também o tamanho do tempo que precisaríamos pra ficar juntinho deles. Tem onde comprar isso?! Tempo do tipo infinito.

Ontem foi dia das mães. O dia de muita gente, mas também o meu dia. Um dia me dado de presente pelo melhor marido que poderia ter e por um filho perfeito. Simples assim... não precisa de elogios, é perfeito. E só tenho a agradecer por finalmente ter um sonho que parecia distante e até incerto aqui comigo, não uma realidade apenas, mas um sonho vivido diariamente, com muito amor. Uma prática que nunca enjoa, mas pelo contrário, só vicia e você quer mais e mais e mais.

Obrigada, meu querido Dudu, por fazer que nos sintamos todo dia pessoas tão especiais, que mereceram ter você conosco desse jeitinho. Você é tudo (e mais ainda) que nós sempre sonhamos.

Um beijo infinito, com amor infinito,

Mamãe